Pocket Exhibition!

Depois de sua exposição nos EUA, Fabrizio Andriani está de volta com uma nova exposição em Curitiba. Nesta exposição intitulada Pocket Exhibition! (devido ao tamanho pequeno da sala expositiva), ele juntou algumas obras de series anteriores com obras de recente produção, mais voltadas para o desenho em preto e branco e a textura. Aqui Fabrizio mostra seu domínio técnico do desenho com nanquim e abusa nas texturas. A exposição se terá na sede da Apap/PR Associação Profissional dos artistas plásticos do Paraná. No endereço da Av. Jaime Reis 107 Arcadas de São Francisco - Sala 07 (Ruínas de São Francisco).

Período de exposição: De 15 de agosto a 10 de setembro 2010 (Abertura domingo, dia 15/08 - às 11h) Aberto ao público de terça a sexta-feira, das 14h às 17h. Entrada franca.
Maiores informações: (41) 3232.0408 ou 91671514 (com o artista)

 

Eu, Fabrizio

Pelo que consigo lembrar, meu trabalho começou a tomar forma e se delinear desde a tenra infância. Depois de um primeiro momento, entre os 4 e 6 anos, em que eu quis ser paleontólogo, optei pelo desejo de querer ser um artista. E esse desejo me acompanha até hoje.

Minhas primeiras influências foram Hieronymus Bosch, Pieter Brueghel e Francisco Goya, via as imagens nos livros que o meu pai tinha na prateleira de casa pelos quais fiquei fascinado.
Sempre fui atraído pela pintura e pelo misticismo desses grandes artistas;
é claro sempre adorei as figuras monstruosas que povoavam seus mundos obscuros.

Depois, nos começo dos anos 80 fui ver um filme no cinema intitulado The Dark Crystal. Esse foi outro marco na historia da minha arte. Comprei um livro gigante de ilustrações do filme (feitas pelo ilustrador Brian Froud) e tirei o maximo que pude dele. Até hoje esse livro me acompanha.

Tudo isso aconteceu enquanto eu estava no Brasil. Em 1986 fui morar na Itália. La entrei em contato com os desenhos em quadrinhos europeus e principalmente com os dos desenhistas Andrea Pazienza e Tanino Liberatore que tiveram uma forte influência no meu traço.

Apos ter freqüentado  o Liceo Artistico de Pescara foi na Accademia di Belle Arti di Genova que comecei a pintar com a tinta acrílica. Fiquei fascinado com o poder das cores e pela mescla entre pintura tradicional e as linguagens mais contemporâneas de comunicação como os desenhos animados, os quadrinhos, RPG, os grafites, os efeitos especiais e principalmente a luz emanada por monitores de televisão e computadores. Os contrastes das cores nos meus trabalhos ficaram mais fortes e comecei a utilizar cores metálicas, fluorescentes e fosforescentes. Isso foi ficando cada vez mais intenso; até que em 2007 fiz a exposição Retratos Catódicos que resumiu essa minha pesquisa.
Atualmente estou pintando com canetinhas sobre papel couchet (glossy stock). Isto está me permitindo chegar próximo às cores e brilhos que provém da vida contemporânea, monitores, TVs, cartazes luminosos e tudo que marca a nossa vida e nossa visão nas grandes metrópoles. As formas são uma mistura de todas as minhas influências até agora.


fotos - Julio Gabardo